Goiânia (GO) · Publicado em
A Prefeitura de Goiânia entregou, na noite de quarta-feira (4/11), as escrituras no Parque Anhanguera de 130 imóveis. Os moradores aguardavam os documentos desde 1987. Com a entrega, as famílias passam a ter a propriedade registrada legalmente em seus nomes. O secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária afirma que as escrituras já estão registradas em cartório e que o serviço é gratuito.
Prefeitura chega a 8 mil imóveis regularizados
A entrega elevou para cerca de 8 mil o número de imóveis regularizados pela Prefeitura desde o início da gestão, segundo o município. O prefeito Sandro Mabel afirma que a meta é chegar a 40 mil até o fim do mandato. Em cálculo da redação, a meta equivale a cinco vezes o total já regularizado. Os 130 imóveis do Parque Anhanguera entram nessa contagem, e os documentos eram aguardados havia quase quatro décadas, desde 1987.
Durante a solenidade, Mabel destacou a importância da escritura para dar segurança às famílias. Ele relembrou a emoção de receber o documento de sua primeira casa. “Eu lembro quando peguei minha primeira escritura. Era uma casinha pequena. Cheguei, abri a porta, mostrei o documento para minha mulher e falei: olha, a escritura aqui é nossa. A casa é sua”, disse o prefeito.
Quem recebeu as escrituras não precisa fazer mais nada
O secretário Juliano Santana explicou que as escrituras foram emitidas e registradas em cartório. Segundo ele, o custo de emissão e de registro de cada documento seria de aproximadamente R$ 14 mil, e as famílias não pagam nada.
“Hoje, as famílias recebem a escritura em seus nomes, registrada em cartório. Não precisam fazer mais nada. É gratuito”, afirmou Santana.
Regularização urbanística é etapa prévia em bairros sem documentação
A Prefeitura trabalha em parceria com o Governo de Goiás para avançar nos processos de regularização fundiária. O prefeito destacou essa cooperação na solenidade.
A entrega das escrituras no Parque Anhanguera integra esse esforço. O trabalho inclui também a regularização urbanística de bairros que ainda não têm documentação formal de sua criação. Segundo a Prefeitura, essa etapa é necessária para viabilizar a emissão das escrituras.
Morador espera 38 anos e diz que as promessas não se cumpriam
O morador José Nunes dos Santos mora no Parque Anhanguera há 38 anos. Ele contou que a espera pela escritura começou quase junto com a história do bairro. Segundo ele, os moradores ouviram promessas de regularização ao longo dos anos, mas o documento não chegava.
“Passamos muita angústia. Vinham fazer promessas de entregar, mas não entregavam. Teve gente que dizia que minha casa não valia nada porque eu não tinha escritura. Mas, graças a Deus, a escritura chegou. Está aqui”, disse.
A solenidade teve ainda a presença da vice-prefeita Coronel Cláudia Lira e dos vereadores Rose Cruvinel e Juarez Lopes.

