Goiânia (GO) · Publicado em
A Operação Firewall cumpriu mandados de busca e apreensão contra quatro investigados em Senador Canedo, na manhã de quarta-feira (4/11), para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais contra moradores do Pará. A ação é do CyberGaeco do Ministério Público de Goiás (MPGO), em atuação conjunta com o Ministério Público do Pará (MPPA). Os quatro alvos foram localizados.
Dois Ministérios Públicos atuam em conjunto
O MPGO deflagrou a operação por meio do seu CyberGaeco, ao lado do Grupo de Atuação Especial no Combate aos Crimes Cibernéticos do MPPA, também chamado de CyberGaeco/MPPA. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso interestadual voltado à prática sistemática de fraudes eletrônicas.
As equipes cumpriram os mandados judiciais de busca e apreensão em Senador Canedo, município da Região Metropolitana de Goiânia. Segundo o MPGO, todos os investigados foram localizados.
Grupo aplicava golpes pelo WhatsApp a partir de Goiás
As investigações apontam que o grupo usava artifícios fraudulentos pelo aplicativo WhatsApp para lesar financeiramente cidadãos paraenses. Os suspeitos agiriam a partir de uma base em território goiano, segundo o Ministério Público.
Durante as diligências, as equipes apreenderam diversos aparelhos celulares suspeitos de serem usados diretamente para operacionalizar os golpes contra vítimas no Estado do Pará.
Celulares apreendidos vão passar por análise
O MPGO informa que o material apreendido será submetido à análise. A perícia busca aprofundar as apurações, rastrear os fluxos financeiros, identificar eventuais cúmplices e revelar outros crimes virtuais cometidos pela rede.
Para o Ministério Público, a operação representa o desmantelamento do núcleo investigado e o enfraquecimento substancial das operações logísticas do grupo. A afirmação é do órgão, e a investigação segue em andamento.
| Item | Dado |
|---|---|
| Operação | Firewall |
| Data | Quarta-feira, 4 de novembro de 2026, pela manhã |
| Órgãos | CyberGaeco/MPGO e CyberGaeco/MPPA |
| Medida | Mandados de busca e apreensão |
| Alvos | Quatro investigados, todos localizados |
| Local | Senador Canedo (GO) |
| Material apreendido | Diversos aparelhos celulares |
Código Penal prevê pena de 4 a 8 anos para fraude eletrônica
O Código Penal trata do estelionato no artigo 171, com pena de reclusão de um a cinco anos e multa. O parágrafo 2º-A, incluído pela Lei nº 14.155/2021, eleva a pena para reclusão de quatro a oito anos e multa quando a fraude usa informações fornecidas pela vítima, ou por terceiro induzido a erro, por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou correio eletrônico fraudulento.
A Operação Firewall apura condutas dessa natureza, segundo o MPGO. Investigado não é culpado: a Constituição Federal, no artigo 5º, inciso LVII, assegura que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
Cooperação entre os Ministérios Públicos
O MPGO afirma que a atuação integrada com o MPPA reforça a cooperação institucional no combate à criminalidade cibernética e reafirma o compromisso de desarticular grupos que agem sem limites geográficos por meio da tecnologia.

