Mãos com luva preparam seringa a partir de frasco de vacinaPreparo de dose de vacina em unidade de saúde. Foto: SES-GO/Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) reforcou o alerta aos serviços de saúde sobre a vigilância da poliomielite. Todo caso de deficiência motora flácida de início súbito em menores de 15 anos deve ser notificado em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica Municipal, independentemente da hipótese de diagnóstico. A pasta realiza nesta sexta-feira, 23 de outubro, às 9h, webinário sobre o tema.

Brasil não registra caso desde 1989

O Brasil recebeu o certificado de eliminação da poliomielite em 1994 e não registra casos da doença desde 1989. A SES-GO informa, no entanto, que avaliações nacionais de risco apontam o país como de muito alto risco para reintrodução da doença.

A secretaria aponta duas causas principais: as baixas coberturas vacinais e o desempenho insuficiente de alguns indicadores da vigilância das Paralisias Flácidas Agudas.

Circulação do vírus no exterior mantém o risco

A SES-GO informa que a circulação do poliovírus em alguns países e a redução das coberturas vacinais em diversas regiões do mundo mantêm o risco de reintrodução. Todos os países permanecem sob risco de importação do vírus enquanto a erradicação global não for alcançada.

A secretaria sustenta que a manutenção de coberturas vacinais elevadas e de uma vigilância epidemiológica sensível e oportuna é essencial para manter o estado e o país livres da doença.

Adulto com sintoma compatível também deve ser investigado

A vigilância da Paralisia Flácida Aguda é apontada pela SES-GO como a principal estratégia para detectar precocemente a possível circulação do poliovírus.

Além da notificação obrigatória em menores de 15 anos, as recomendações mais recentes determinam que adolescentes e adultos com sintomas compatíveis com poliomielite também sejam investigados.

Amostra de fezes vai ao Lacen para diagnóstico

A SES-GO orienta os serviços de saúde a realizar a coleta adequada e oportuna de amostras de fezes para diagnóstico laboratorial, com envio ao Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros, o Lacen Goiás.

A verificação da situação vacinal dos pacientes integra o mesmo fluxo. A secretaria aponta essas etapas como essenciais para a resposta imediata e a prevenção da reintrodução da doença.

Webinário de 23 de outubro é aberto à rede pública e privada

O Webinário sobre Vigilância da Paralisia Flácida Aguda ocorre em 23 de outubro de 2026, às 9 horas, com transmissão pelo canal oficial da SES Goiás na internet. O evento é destinado a profissionais da assistência, da vigilância epidemiológica, da imunização, de laboratórios e a gestores de saúde do setor público e privado.

A programação aborda o cenário epidemiológico da poliomielite, os riscos de reintrodução, a definição de caso suspeito, os fluxos de notificação, a investigação epidemiológica e a coleta de amostras.

Vacina está disponível na rede pública

A vacina contra a poliomielite integra o calendário básico de vacinação da criança e está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do SUS. O pai ou responsável deve levar a caderneta de vacinação da criança para conferir as doses em atraso.

A vigilância da poliomielite depende também da procura espontânea: a SES-GO orienta que qualquer perda súbita de força muscular em criança seja levada imediatamente a um serviço de saúde.

Por Redação

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