Daniel Vilela (MDB) venceu a eleição para governador de Goiás no primeiro turno, com 2.148.218 votos (votação recorde), ou 59,17% dos válidos. A divulgação oficial de resultados da Justiça Eleitoral fechou a leitura às 22h38 do domingo, 4 de outubro, com as 15.686 seções do Estado apuradas. Wilder Morais (PL) ficou em segundo, com 797.141 votos.

Daniel Vilela supera a maioria absoluta dos votos válidos

A Constituição, no artigo 28, manda eleger o governador no primeiro turno quando um candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos. O cálculo exclui brancos e nulos.

Daniel Vilela passou dessa linha com folga. Os 59,17% registrados na divulgação oficial ficam 9,17 pontos acima dos 50% exigidos.

O emedebista concorreu pela coligação Pra Goiás Seguir em Frente, que reúne Republicanos, MDB, Podemos, Mobiliza, Democrata, Agir, PSD, Avante, PRD, Solidariedade, PP e União. Luiz do Carmo (PSD) disputou como vice.

Wilder Morais fica em segundo com 21,96% dos válidos

Wilder Morais concorreu pela coligação Goiás Que Cresce, formada por PL e Novo, com Ana Paula Rezende (PL) como vice. Somou 797.141 votos.

Luis Cesar Bueno (PT) apareceu em terceiro, com 356.692 votos, pela coligação Goiás Pode Mais, que reuniu PDT, PSB, PCdoB, PT, PV, PSOL e Rede. Marconi Perillo (PSDB) ficou em quarto, com 315.676, pela coligação Goiás Pode Muito Mais, com DC e Cidadania.

Eleição para o Governo de Goiás, primeiro turno. Fonte: divulgação oficial da Justiça Eleitoral, leitura de 4/10/2026, às 22h38
Candidato Partido Votos % dos válidos
Daniel Vilela MDB 2.148.218 59,17%
Wilder Morais PL 797.141 21,96%
Luis Cesar Bueno PT 356.692 9,82%
Marconi Perillo PSDB 315.676 8,69%
Luciana Amorim UP 11.632 0,32%
Danilo da Silva PCO 1.217 0,03%

Abstenção alcança 1.108.382 eleitores no Estado

Goiás tinha 5.074.870 eleitores aptos a votar para o governador de Goiás. Compareceram às urnas 3.966.488, ou 78,16%.

A abstenção somou 1.108.382 pessoas, 21,84% do eleitorado apto. Entre quem compareceu, 170.266 votaram em branco, 4,29% do total, e 165.646 anularam o voto, 4,18%.

Os votos válidos para o cargo chegaram a 3.630.576. É sobre esse número que a Justiça Eleitoral calcula o percentual de cada candidato.

Três coligações e um partido isolado disputaram o governo

Seis candidaturas chegaram à urna. A coligação Pra Goiás Seguir em Frente, de Daniel Vilela, reuniu 12 legendas: Republicanos, MDB, Podemos, Mobiliza, Democrata, Agir, PSD, Avante, PRD, Solidariedade, PP e União.

A coligação Goiás Que Cresce, de Wilder Morais, juntou PL e Novo. A Goiás Pode Mais, de Luis Cesar Bueno, reuniu PDT, PSB, PCdoB, PT, PV, PSOL e Rede. A Goiás Pode Muito Mais, de Marconi Perillo, somou DC, Cidadania e PSDB.

Unidade Popular e Partido da Causa Operária concorreram isolados, com Luciana Amorim e Danilo da Silva. Juntos, os dois somaram 12.849 votos, cálculo da redação sobre a divulgação oficial.

Resultado em primeiro turno dispensa nova votação no Estado

A Constituição prevê segunda votação para governador quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos. Como Daniel Vilela passou dessa linha, a disputa estadual terminou em 4 de outubro.

O eleitor goiano, porém, volta às urnas em 25 de outubro, porque a eleição presidencial foi para o segundo turno. Nessa votação, o goiano escolhe apenas o presidente da República.

Posse do governador eleito ocorre em 1º de janeiro de 2027

A Constituição, ainda no artigo 28, fixa a posse do governador e do vice em 1º de janeiro do ano seguinte ao da eleição. O mandato dura quatro anos.

Antes da posse, a Justiça Eleitoral precisa encerrar a totalização, proclamar o resultado e diplomar os eleitos. A diplomação é o ato que reconhece formalmente quem recebeu o mandato das urnas.

O eleitor que não votou no domingo tem 60 dias, contados da votação, para justificar a ausência, conforme o artigo 7º do Código Eleitoral. A justificativa pode ser apresentada pelo aplicativo e-Título ou em cartório eleitoral.

By Redação

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