Tomates maduros e ainda verdes em caixa, em foto aproximadaTomates em caixa. No IPCA-15 de outubro, o IBGE registra alta de 24,54% no preço do tomate no país. Foto: Seapa

A prévia da inflação em Goiânia ficou em 0,44% em outubro, acima dos 0,32% do país, segundo o IPCA-15 divulgado pelo IBGE em 23 de outubro. Em 12 meses, a variação na região metropolitana da capital chegou a 5,38%, contra 4,62% no Brasil. No ano, a alta acumulada é de 4,76%. O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,46% em Goiânia.

Alimentação e bebidas sobe 1,46% na capital

O IBGE registra que o grupo Alimentação e bebidas teve alta de 1,46% em Goiânia, ante 0,88% no país. No resultado nacional, o grupo respondeu pelo maior impacto no índice, de 0,19 ponto percentual, segundo o instituto.

Entre os itens da capital, o IBGE aponta alta de 18,72% em tubérculos, raízes e legumes. Cereais, leguminosas e oleaginosas subiram 2,87%, e óleos e gorduras, 2,67%. Frutas avançaram 1,19%, e sal e condimentos, 1,18%.

No resultado nacional, o IBGE destaca as altas do tomate, de 24,54%, da cebola, de 13,63%, da batata-inglesa, de 10,96%, e do arroz, de 5,80%.

Habitação, saúde e educação recuam em Goiânia

Três grupos tiveram variação negativa na capital: Saúde e cuidados pessoais, com queda de 0,87%, Habitação, de 0,35%, e Educação, de 0,01%. O IBGE aponta queda de 1,63% na energia elétrica residencial e de 2,12% no transporte público. Produtos farmacêuticos recuaram 1,38%, e papelaria, 2,38%.

No país, a energia elétrica residencial caiu 0,89%, com a bandeira tarifária passando de amarela para verde, segundo o IBGE. As passagens aéreas recuaram 9,24%.

Grupo Goiânia Brasil
Alimentação e bebidas 1,46% 0,88%
Artigos de residência 0,96% 0,28%
Comunicação 0,70% 0,43%
Despesas pessoais 0,68% 0,55%
Transportes 0,56% 0,05%
Vestuário 0,48% 0,53%
Educação -0,01% 0,09%
Habitação -0,35% -0,10%
Saúde e cuidados pessoais -0,87% 0,15%

Fonte: IBGE, IPCA-15 de outubro de 2026, variação mensal por grupo.

Goiânia tem a terceira maior alta mensal entre 11 áreas

Em cálculo da redação sobre a tabela do IBGE, a variação de 0,44% em Goiânia é a terceira maior entre as 11 áreas pesquisadas, atrás de Belém, com 0,76%, e Belo Horizonte, com 0,59%. Curitiba teve a única queda, de 0,27%. Em setembro, a prévia da capital havia ficado em 0,95%.

No acumulado de 12 meses, o mesmo cálculo coloca Goiânia na ponta, com 5,38%, seguida de Fortaleza, com 5,27%. No acumulado no ano, o mesmo cálculo também põe Goiânia em primeiro lugar, com 4,76%.

IPCA-15 compara preços coletados entre setembro e outubro

A prévia da inflação em Goiânia reflete preços que o IBGE coletou de 16 de setembro a 14 de outubro de 2026 e comparou com os de 15 de agosto a 15 de setembro. O IPCA-15 funciona como prévia do IPCA, o índice oficial de inflação do país, e o instituto o divulgou às 9h de 23 de outubro.

Segundo o IBGE, a região metropolitana de Goiânia tem peso de 4,96% no índice nacional. No país, o instituto registra alta de 1,20% nos combustíveis, com o óleo diesel a 3,70%, o etanol a 2,73% e a gasolina a 0,92%.

Por Redação

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