Goiânia (GO) · Publicado em
Evitar queda de idoso dentro de casa depende menos de sorte e mais de seis mudanças no ambiente. O Ministério da Saúde reúne essas orientações no Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa, publicado em 2023, que lista os riscos domésticos e o que fazer em cada um. A pasta define a queda como uma mudança inesperada e não intencional de posição que leva a pessoa a um nível inferior.
Resposta rápida: retire os tapetes soltos, deixe apenas o antiderrapante no banheiro, instale barras de apoio e corrimão, nivele o piso, conserte vazamentos, melhore a iluminação e troque o calçado sem aderência. Fonte: Ministério da Saúde, Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa, 2023.
Por que a queda preocupa tanto o Ministério da Saúde?
O ministério afirma que, entre as pessoas idosas, a queda é um evento capaz de ocasionar uma série de complicações. A pasta associa o episódio à fragilidade, à dependência e à institucionalização e registra que, em muitas situações, a queda pode levar à morte.
O órgão distingue dois grupos de causas. O primeiro reúne fatores ligados à própria pessoa: alterações fisiológicas do envelhecimento, doenças crônicas, quadros agudos, fraqueza muscular e alterações da marcha. O segundo reúne fatores do ambiente — e é sobre esse que o morador consegue agir no mesmo dia.
Quais riscos da casa aparecem na lista oficial?
O Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa enumera os riscos do ambiente físico: piso escorregadio, tapetes soltos, objetos em áreas de circulação — o guia cita brinquedos de crianças e animais de estimação —, ausência de barras de apoio e de corrimão, móveis instáveis e iluminação inadequada.
A publicação acrescenta outros itens à lista: vazamentos de água, buracos no piso, camas, cadeiras, sofás e assentos altos ou baixos demais, locais com acesso apenas por escada, baixa luminosidade e calçadas malalinhadas. Também inclui equipamentos mal adaptados, como muletas e bengalas inapropriadas, e sapatos inadequados, como chinelos abertos ou com má aderência ao chão.
Qual é o passo a passo para deixar a casa segura?
O ministério organiza em orientações diretas o que é preciso fazer para evitar queda de idoso dentro de casa. Abaixo, elas aparecem em seis passos, na ordem em que o morador consegue executá-las.
1. Retire os tapetes soltos
A primeira orientação do guia é remover os tapetes da casa, mantendo apenas os antiderrapantes no banheiro. Tapete solto aparece duas vezes na lista oficial de riscos, ao lado do piso escorregadio.

2. Instale barras de apoio e corrimão
A ausência de barras de apoio e de corrimão está entre os fatores de risco apontados pelo ministério. A orientação do guia é instalar esse suporte. A publicação cita ainda a falta de rampa em locais onde o acesso só existe por escada.

3. Nivele o piso e conserte os vazamentos
O guia manda consertar os vazamentos e nivelar os pisos e as calçadas. Vazamento de água, piso desnivelado e buraco no piso aparecem juntos na lista de riscos do ambiente, porque produzem o mesmo efeito: a superfície deixa de ser previsível para quem anda.

4. Melhore a iluminação
Baixa luminosidade e iluminação inadequada constam da lista oficial. A orientação do ministério é melhorar a luminosidade da casa. O guia também pede atenção aos objetos deixados em áreas de circulação, que somam risco quando a visibilidade é baixa.

5. Troque o calçado e cheque muleta e bengala
Chinelo aberto ou com má aderência ao chão entra na lista de riscos, assim como muleta e bengala inapropriadas. O ministério informa que profissionais de saúde, como o terapeuta ocupacional e o fisioterapeuta, estão capacitados a orientar sobre a adequação desses equipamentos de apoio e sobre o uso de sapatos adequados.

6. Cheque força, equilíbrio, visão e audição
A orientação é observar atentamente qualquer alteração de saúde, verificando a força muscular e o equilíbrio, e buscar orientação de um profissional — fisioterapeuta ou educador físico — para a prática de exercícios que os melhorem.
O guia pede ainda identificar questões sensoriais que dificultem a correção de alterações visuais e auditivas, com o uso de óculos ou de aparelho auditivo quando indicados por um profissional.

O que fazer logo depois de uma queda?
O Ministério da Saúde informa que a queda pode ter como consequência uma fratura. Se a pessoa idosa consegue se levantar, a orientação é encaminhá-la ao serviço de urgência mais próximo.
Se a vítima estiver inconsciente, o guia determina acionar o socorro imediatamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atende pelo 192, em todo o país.
O que a orientação oficial não especifica?
O Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa descreve o que instalar e o que retirar, mas não fixa medidas. A publicação não informa a altura de instalação das barras de apoio, o nível de iluminação recomendado nem o tipo de piso antiderrapante a adotar.
Como a orientação oficial não especifica esses números, o texto não os completa. Para a medida exata, a recomendação é seguir a instrução do fabricante do equipamento e a avaliação de um profissional de saúde, que o próprio ministério indica para a adequação de muleta, bengala e calçado.
Onde a pessoa idosa busca essa avaliação?
O ministério orienta procurar profissional de saúde para avaliar força muscular, equilíbrio, visão e audição. A porta de entrada no Sistema Único de Saúde é a Unidade Básica de Saúde do bairro, que encaminha para fisioterapia e demais especialidades quando necessário.
O Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa está publicado na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde e pode ser baixado sem custo.
O Ministério da Saúde orienta remover os tapetes e deixar apenas os antiderrapantes no banheiro.
O Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa não especifica a altura. Siga a instrução do fabricante e a avaliação de um profissional de saúde.
O ministério determina acionar o socorro imediatamente. O Samu atende pelo 192.
O guia aponta chinelo aberto ou com má aderência ao chão como risco. A adequação do calçado deve ser orientada por profissional de saúde.

