Goiânia (GO) · Publicado em
Para economizar água em casa durante a estiagem, a Saneago orienta seis mudanças de rotina: encurtar o banho, fechar a torneira, trocar a mangueira pelo balde, usar a máquina de lavar com carga cheia, regar o jardim nos horários de menor evaporação e corrigir vazamentos. A companhia divulgou as recomendações em 1.º e em 28 de setembro de 2026.
Resposta rápida: o maior ganho está no banho. A Saneago informa que 15 minutos de chuveiro consomem cerca de 180 litros e cinco minutos, com o registro fechado para ensaboar, cerca de 60 litros — economia de aproximadamente 120 litros por banho.
Por que a estiagem exige atenção ao consumo em Goiás?
A transição entre a estação seca e a chuvosa concentra o risco. O governo de Goiás aponta que, mesmo com chuvas pontuais, as precipitações ainda são irregulares e as temperaturas permanecem elevadas.
Nos meses de menor ocorrência de chuva, os níveis de rios, córregos e outras fontes de abastecimento tendem a diminuir. Reduzir o consumo nesse período preserva a disponibilidade hídrica e diminui a necessidade de captação, segundo o Estado.
A Saneago sustenta que chuvas isoladas e passageiras não significam o fim da estiagem. A companhia afirma que são necessárias precipitações regulares e em quantidade suficiente para recuperar o nível dos mananciais.
Quanto de água um banho de 15 minutos consome?
Cerca de 180 litros, segundo a divulgação do governo de Goiás com base em orientação da Saneago. Ao reduzir o tempo para cinco minutos e fechar o registro enquanto se ensaboa, o consumo cai para aproximadamente 60 litros.
A diferença é de cerca de 120 litros por banho. Em um banho diário, o Estado calcula aproximadamente 3,6 mil litros a menos por mês para uma pessoa.
| Banho | Consumo estimado |
|---|---|
| 15 minutos | cerca de 180 litros |
| 5 minutos, com o registro fechado para ensaboar | cerca de 60 litros |
| Economia por banho | cerca de 120 litros |
| Economia mensal, com um banho por dia | cerca de 3,6 mil litros por pessoa |
Quais são os seis passos recomendados pela Saneago?
As recomendações abaixo reúnem o que a companhia divulgou nas orientações de 1.º e de 28 de setembro de 2026. Onde a Saneago não informa quantidade, tempo ou frequência, o guia registra a ausência do dado em vez de completá-la.
1. Reduza o banho para cinco minutos
A Saneago aponta o banho como o ponto de maior ganho dentro de casa. Um banho de 15 minutos consome cerca de 180 litros de água. Ao reduzir o tempo para cinco minutos e fechar o registro para ensaboar, o consumo cai para aproximadamente 60 litros.
A diferença é de cerca de 120 litros por banho. Considerando um banho por dia, o governo de Goiás calcula aproximadamente 3,6 mil litros a menos por mês para uma única pessoa.

2. Feche a torneira ao escovar os dentes e ao lavar a louça
Fechar a torneira ao escovar os dentes ou ao ensaboar a louça está entre as medidas que a Saneago recomenda para reduzir o desperdício. A companhia não divulga a litragem economizada em cada uma dessas tarefas.

3. Troque a mangueira pelo balde na calçada
Entre as medidas recomendadas para o período de estiagem, a companhia pede evitar o uso de mangueira para lavar calçadas. Nos serviços domésticos, a orientação é trocar a mangueira pelo balde.
A Saneago também pede adiar a lavagem de veículos enquanto durar o período de menor disponibilidade hídrica.

4. Ligue a máquina de lavar só com a carga cheia
A orientação oficial é acionar a máquina de lavar apenas quando houver o maior acúmulo de roupas, aproveitando a capacidade completa do equipamento. A Saneago recomenda ainda reaproveitar, sempre que possível, a água da lavagem para outros usos.

5. Regue o jardim no início da manhã ou no fim da tarde
A Saneago pede que a rega de jardins ocorra preferencialmente no início da manhã ou no fim da tarde, quando há menor evaporação. A companhia não informa a frequência nem o volume recomendado por metro quadrado.

6. Verifique as instalações e corrija vazamentos
A companhia orienta verificar as instalações internas do imóvel e corrigir possíveis vazamentos. A recomendação aparece tanto na orientação de setembro quanto na de 28 de setembro.
A Saneago não publica, nessas orientações, o método de teste do hidrômetro nem a litragem perdida por um vazamento. Quem suspeitar de perda dentro do imóvel deve procurar a companhia pelos canais de atendimento.

Como o desperdício em casa afeta o sistema de abastecimento?
Antes de chegar às residências, a água passa por captação, transporte, tratamento, análises de qualidade, armazenamento e distribuição. O governo de Goiás aponta que esse processo demanda energia elétrica, produtos químicos, equipamentos, manutenção e trabalho especializado.
Por isso, segundo o Estado, reduzir o desperdício também diminui a pressão sobre a estrutura necessária para garantir o fornecimento de água tratada. A preservação dos mananciais contribui ainda para a manutenção dos ecossistemas, já que rios e córregos sustentam a vegetação e diferentes espécies animais.
A Saneago acrescenta um fator de 2026: os órgãos oficiais de meteorologia apontam a formação de um Super El Niño ao longo do segundo semestre. Com isso, a companhia afirma que as temperaturas no Centro-Oeste devem ficar elevadas e a falta de chuva pode se intensificar.
O que a orientação oficial não informa?
A Saneago não divulga, nas orientações consultadas, a litragem economizada em cada tarefa além do banho. Não há número para a escovação de dentes, para a lavagem de louça, para a troca da mangueira pelo balde nem para a rega de jardim.
A companhia também não descreve o teste do hidrômetro para identificar vazamento dentro do imóvel, não informa a perda diária de uma torneira pingando e não fixa frequência ou volume para a rega. Quem quiser economizar água em casa com base em número oficial tem, hoje, apenas a conta do banho.
Nenhum desses dados foi estimado por esta reportagem. Números de economia doméstica circulam em várias fontes, e este guia publica apenas os que a Saneago e o governo de Goiás informam.
Onde falar com a Saneago sobre vazamento ou conta alta?
A Saneago mantém canais de atendimento ao consumidor para registro de vazamento, falta de água e contestação de conta. Os endereços e telefones ficam no portal da companhia, em saneago.com.br.
O consumo consciente deve fazer parte da rotina durante todo o ano, segundo o governo de Goiás, com atenção especial aos períodos de menor disponibilidade hídrica.
Cerca de 120 litros por banho, segundo a Saneago. Um banho de 15 minutos consome aproximadamente 180 litros; em cinco minutos, com o registro fechado para ensaboar, o consumo cai para cerca de 60 litros.
Não, segundo a Saneago. A companhia afirma que são necessárias precipitações regulares e em quantidade suficiente para recuperar o nível dos mananciais.
O início da manhã ou o fim da tarde, quando há menor evaporação, segundo a Saneago. A companhia não informa frequência nem volume recomendado.
Não nas orientações divulgadas em setembro de 2026. A companhia pede verificar as instalações internas e corrigir vazamentos, mas não descreve o teste do hidrômetro nem a perda em litros.

