Viatura da Polícia Civil de Goiás estacionada em estrada rural ao pôr do solViatura da Polícia Civil de Goiás, em foto de arquivo. Foto: Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu, nesta sexta-feira (6/11), três investigados pelo golpe do bilhete premiado aplicado contra uma idosa em Goiânia. A polícia calcula um prejuízo de cerca de R$ 292,7 mil. A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão em Goiás e no Distrito Federal. O inquérito apura estelionato majorado contra pessoa idosa e associação criminosa.

Operação mobilizou polícias de Goiás e do Distrito Federal

A 7ª Delegacia de Polícia de Goiânia, com a 1ª Delegacia Regional de Polícia, conduziu a investigação. A Gerência de Operações de Inteligência (GOI) da PCGO e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apoiaram o cumprimento dos mandados.

Os três presos são investigados por envolvimento no golpe. Segundo a polícia, a vítima reconheceu um deles como o homem que se apresentou com um nome falso. Também reconheceu a mulher detida como a que usou outro nome falso durante a abordagem. A investigação reuniu elementos sobre a possível atuação do terceiro detido na estrutura logística do grupo.

Como a polícia descreve o golpe

Segundo a investigação, os fatos começaram em 5 de agosto deste ano. Uma mulher abordou a vítima e disse possuir um bilhete de loteria premiado, mas afirmou não poder resgatar o prêmio por motivos religiosos.

Um homem então se apresentou como desconhecido da mulher e reforçou a história, o que deu credibilidade à encenação, de acordo com a polícia. Induzida a acreditar no prêmio, a idosa fez entregas sucessivas de dinheiro ao longo de agosto e setembro.

Para pagar os valores, a vítima contratou um empréstimo de R$ 182 mil, segundo a PCGO. O prejuízo total ficou em aproximadamente R$ 292,7 mil.

Antecedentes e fase do processo

No levantamento de antecedentes, a polícia identificou registros e procedimentos criminais anteriores em nome dos investigados. Eles envolvem estelionato, inclusive contra idosos, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, lavagem de dinheiro e associação ou organização criminosa.

Os três respondem, por ora, na condição de investigados e estão presos preventivamente. Não houve condenação. A Constituição Federal assegura a presunção de inocência até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória (artigo 5º, inciso LVII). O site não teve acesso à defesa dos investigados; o espaço segue aberto para manifestação.

O que diz a lei sobre o crime

O Código Penal prevê, no artigo 171, o crime de estelionato. O parágrafo 4º aumenta a pena de um terço ao dobro quando o crime é cometido contra idoso ou vulnerável. A polícia usa a expressão “estelionato majorado” para o caso.

A associação criminosa, apurada no mesmo inquérito, está prevista no artigo 288 do Código Penal. A prisão preventiva, por sua vez, segue os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal e depende de decisão da Justiça.

Como se proteger e onde denunciar

No golpe do bilhete premiado, a abordagem descrita no inquérito segue um roteiro: um desconhecido oferece um bilhete supostamente premiado, uma segunda pessoa confirma a história, e a vítima passa a entregar dinheiro para “liberar” o prêmio. Familiares de idosos podem conversar sobre o tema e orientar que nenhum pagamento seja feito a quem aborda na rua.

Em caso de emergência ou crime em andamento, o telefone é o 190. Quem for vítima de golpe deve registrar boletim de ocorrência em uma delegacia, para que a Polícia Civil abra a investigação.

Por Redação

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