Goiânia (GO) · Publicado em
A primavera em Goiás começa às 21h05 desta terça-feira (22) e termina às 18h50 de 21 de dezembro. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) preveem condições favoráveis a excesso de chuva no sul do Estado e déficit no norte. Para toda a região, o prognóstico aponta temperaturas acima da média.
Resposta rápida: a primavera vai de 22 de setembro, às 21h05, a 21 de dezembro, às 18h50. Para outubro a dezembro, o Inmet prevê mais chuva que a média no sul de Goiás, menos no norte e calor acima da média. Segundo a nota técnica do Inmet e do Inpe, de 18 de setembro.
Nota técnica prevê excesso de chuva no sul e déficit no norte de Goiás
O prognóstico climático de primavera, assinado em conjunto pelo Inmet e pelo Inpe, cobre outubro, novembro e dezembro. Para o Centro-Oeste, o documento “indica predomínio de déficit de chuva no centro-norte do Mato Grosso e no norte de Goiás”.
No sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul, a nota aponta “condições favoráveis para a ocorrência de excesso de chuvas”.
Quanto à temperatura, a previsão indica valores acima da média climatológica nos próximos meses. Os maiores desvios, de até 2 °C, aparecem na faixa norte do Mato Grosso. O documento não traz desvio específico para Goiás nem acumulado previsto em milímetros para o Estado.
Estação marca a transição entre seca e chuva no Centro-Oeste
Segundo o Inmet, a primavera em Goiás e no restante do Centro-Oeste se posiciona, pela climatologia, no período de transição entre as estações seca e chuvosa, sobretudo no setor central do Brasil.
O instituto explica que, nesses meses, a atmosfera intensifica o fluxo de umidade vindo da Amazônia. É esse fluxo que alimenta o período chuvoso no Centro-Oeste e no Sudeste. A nota também prevê os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), com chuva no Centro-Oeste.
O aquecimento da estação, de acordo com o documento, favorece ondas de calor e desconforto térmico, aumenta a evapotranspiração e acelera a formação de tempestades severas, pelo contraste entre o ar quente e as frentes frias.
El Niño muito forte tem 98% de probabilidade até dezembro
A nota técnica registra anomalias positivas na temperatura da superfície do Pacífico Equatorial desde março de 2026. O padrão, segundo o Inmet, é consistente com condições de El Niño.
O documento cita as projeções da agência americana NOAA. Elas indicam 98% de probabilidade de El Niño muito forte no trimestre de outubro a dezembro, com índice igual ou superior a 2 °C na região de referência do Pacífico.
Soja 2026/27 depende do volume de chuva em cada região do Estado
O prognóstico trata do efeito sobre a lavoura. Para o Inmet e o Inpe, os maiores acumulados tendem a favorecer a semeadura e o desenvolvimento inicial da soja 2026/27, principalmente em Mato Grosso do Sul e nas áreas sul de Goiás e do Mato Grosso.
No norte de Goiás, a nota aponta outro cenário. A combinação de chuva reduzida com alta demanda evapotranspirativa, segundo o documento, eleva o risco de déficit hídrico no início do ciclo. Os institutos recomendam acompanhar as previsões de curto prazo e monitorar a umidade do solo antes de definir a janela de plantio.
Comurg abre pregão para poda de gramados antes das chuvas
Em Goiânia, a Companhia de Urbanização (Comurg) publicou o edital do Pregão Eletrônico 025/2026. A licitação, pelo sistema de registro de preços, contrata empresa para poda, rastelação e formação de leiras nas sete regionais. A sessão pública está marcada para 9 de outubro, às 9h, na plataforma Licitar Digital.
A Comurg informa que o mapeamento das áreas verdes aponta 105,6 milhões de metros quadrados de gramado a manter em 12 meses. Segundo a companhia, o período de outubro a março concentra cerca de 68% do volume anual de poda. Em 2025, a Comurg recorreu a contrato emergencial de 90 dias.
“A ideia é que a cidade entre na próxima temporada chuvosa já coberta por contrato regular, e não por uma solução de emergência”, disse o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos.
A Prefeitura também informa que a Defesa Civil acompanha a Praça da Cirrose, no Setor Oeste, “especialmente com a aproximação das chuvas mais intensas”. Segundo a nota, a área pode ser interditada se os órgãos municipais identificarem risco de queda de galhos das gameleiras.

