Fila de carros em via de Goiânia, imagem ilustrativa da operação contra flanelinhasFoto ilustrativa: carros em via de Goiânia. Foto: Denis Marlon/Governo de Goiás

A Prefeitura de Goiânia vai retirar os flanelinhas das ruas no entorno de estádios e de grandes eventos da capital. O prefeito Sandro Mabel anunciou a medida neste sábado (7/11), em vídeo nas redes sociais. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) fará a fiscalização e começou a atuar no jogo do Vila Nova contra o Criciúma, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).

Mabel diz que “não teremos mais flanelinhas”

No vídeo, Mabel afirmou que o objetivo é evitar conflitos entre torcedores e guardadores de carros e impedir abordagens e cobranças indevidas contra motoristas. “Não teremos mais flanelinhas”, declarou o prefeito, segundo o portal Transmissão Política.

Mabel disse ainda que o torcedor poderá ir aos jogos sem ser abordado por flanelinhas.

Pedido partiu do presidente da Câmara

A operação atende a um pedido do presidente da Câmara Municipal, vereador Romário Policarpo, segundo o Jornal Opção e o site Brasil em Folhas. Policarpo relatou queixas frequentes de torcedores sobre cobranças por vagas em vias públicas, prática que classificou como ilegal.

O vereador afirmou que já houve conflitos físicos entre torcedores e flanelinhas. Segundo ele, há registros de cobranças acima de R$ 100 por jogo. Policarpo reconheceu que eliminar a prática por completo é difícil e disse que o objetivo é reduzi-la ao máximo. Ele ressaltou que a situação não envolve todos os trabalhadores informais da região.

Operação vai chegar a outros jogos e a shows

A GCM concentra o trabalho na área ao redor do estádio nos dias de partida. Segundo o Brasil em Folhas, a ação será estendida a outros jogos de futebol e a apresentações musicais na capital.

Os ingressos para o jogo contra o Criciúma se esgotaram, segundo o site Esporte Goiano. Em junho, o Portal 6 já havia relatado a cobrança de até R$ 50, adiantados, para estacionar nas ruas próximas ao estádio em dia de jogo.

O que a prefeitura ainda não detalhou

Nas matérias consultadas, a prefeitura não cita a lei ou o decreto que embasa a operação. Também não informa quais sanções valem para quem insistir na cobrança nem como os agentes farão a abordagem.

Até a publicação desta reportagem, a prefeitura não divulgou balanço da atuação da GCM no jogo de sábado, como o número de agentes ou de pessoas abordadas.

Por Redação

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