Corredor de unidade de saúde com placas indicando ambulatório e farmáciaAmbulatório e farmácia da rede municipal de saúde de Goiânia. Foto: Prefeitura de Goiânia

A Prefeitura de Goiânia prepara nova contratação para aquisição de sistemas de infusão contínua de insulina, conhecidos como bomba de insulina, e para o fornecimento dos insumos usados no tratamento. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que a nova contratação permitirá atender até 250 pacientes.

Rede municipal acompanha 197 pacientes hoje

A SMS informa que 197 pessoas em uso de bomba de insulina são acompanhadas atualmente pelo ambulatório especializado da secretaria. Com a nova contratação, o número máximo de atendidos sobe para 250, uma ampliação de 53 vagas.

O dispositivo substitui as aplicações múltiplas de insulina por injeção e libera a dose de forma contínua, por meio de um cateter fixado na pele. É indicado sobretudo a pacientes com diabetes tipo 1 e controle glicêmico difícil.

Secretário aponta monitoramento a cada cinco minutos

A nova contratação abrange tanto os aparelhos quanto os insumos usados durante o tratamento — os materiais descartáveis trocados periodicamente pelo próprio paciente, sem os quais o equipamento deixa de funcionar.

O titular da SMS, Luiz Pellizzer, sustenta que os novos dispositivos são mais modernos e permitem melhor controle dos níveis glicêmicos. “São sistemas equipados com tecnologia de ponta, que permitem a administração automática e personalizada de insulina conforme a necessidade de cada paciente, monitorando os níveis de glicose a cada cinco minutos”, afirmou o secretário.

SMS notificou a atual fornecedora quatro vezes

A secretaria afirma que enfrenta dificuldades para garantir o abastecimento regular dos insumos usados com os sistemas em operação. “A SMS já notificou a empresa responsável quatro vezes, entre os meses de março e setembro, em razão de entregas incompletas dos insumos”, declarou Pellizzer.

A secretaria relaciona a situação à descontinuidade dos produtos pela fabricante. Em comunicado encaminhado ao município, a empresa fornecedora informou que a Roche havia interrompido a produção dos dispositivos e que buscaria alternativas para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes já cadastrados.

Ambulatório especializado concentra o acompanhamento

O paciente que usa o sistema precisa de seguimento periódico para ajuste de parâmetros do equipamento, leitura dos dados de glicemia e revisão da dose basal. É esse acompanhamento que o ambulatório especializado da SMS reúne num mesmo serviço.

Prefeitura diz que paga apenas pelo material entregue

A SMS constatou atrasos e entregas incompletas dos insumos previstos no contrato. A pasta informa que os pagamentos à empresa são realizados apenas pelos materiais efetivamente entregues e que não há pendências financeiras com a fornecedora.

A contratação atual atende pacientes acompanhados por ambulatório especializado da rede municipal, que faz o cadastro, a indicação do equipamento e o seguimento clínico. O fornecimento do aparelho pelo SUS depende de avaliação dessa equipe, e não de pedido direto do paciente.

A interrupção do fornecimento de insumos — cateteres, reservatórios e sensores — inviabiliza o uso do equipamento, ainda que a bomba em si continue em poder do paciente. É esse ponto que a secretaria aponta como motivo da nova contratação.

Por Redação

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