Goiânia (GO) · Publicado em
A vacina contra malária desenvolvida no Brasil foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária a entrar em teste em humanos. Chamada Vivaxin, ela mira a malária causada pelo Plasmodium vivax. O anúncio é do Ministério da Saúde, em 10 de outubro. A primeira fase do estudo terá 48 voluntários.
Anvisa liberou a fase I com 48 voluntários
O Ministério da Saúde informa que a Anvisa autorizou o início dos ensaios clínicos. A fase I vai avaliar a segurança do produto, as possíveis reações e a capacidade de estimular resposta imunológica.
Participam 48 voluntários sem infecção prévia, com idade entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico dura 360 dias.
| Item | Dado |
|---|---|
| Nome da vacina | Vivaxin |
| Alvo | malária causada pelo Plasmodium vivax |
| Fase autorizada | I |
| Voluntários | 48, de 18 a 59 anos, sem infecção prévia |
| Acompanhamento | 360 dias |
| Investimento nos ensaios I, II e III | R$ 12 milhões |
Pesquisa saiu do CTVacinas, da UFMG
A vacina contra malária foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais. O Ministério da Saúde prevê R$ 12 milhões para custear os ensaios clínicos de fases I, II e III.
A pasta informa ainda que estão previstos R$ 161,5 milhões para projetos do Centro Nacional de Vacinas, dos quais R$ 135,5 milhões destinados ao CTVacinas. Outros R$ 60 milhões, em quatro anos, vão para o Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA, e R$ 5 milhões para um projeto de terapia genética para as hemofilias A e B, com participação da FarmaVax, da Hemobrás e de parceiros.
Brasil registrou 118.037 casos de malária em 2025
Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 118.037 casos de malária em 2025. “O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A pasta sustenta que o avanço representa um marco e abre uma nova forma de prevenção contra a doença.
Seis instituições participam do desenvolvimento
O Ministério da Saúde lista, entre os participantes do conjunto de projetos, o Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, o Centro Nacional de Vacinas, a Embrapii, a Hemobrás, a FarmaVax e a Fundep. A pasta informa que o aporte ao CNVacinas soma R$ 161,5 milhões, dos quais R$ 135,5 milhões vão para o CTVacinas.
Outros R$ 60 milhões, distribuídos em quatro anos, foram destinados ao Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA. O ministério prevê ainda R$ 5 milhões para um projeto de terapia genética voltado às hemofilias A e B, tocado pela FarmaVax, pela Hemobrás e por parceiros.
Fases II e III dependem do resultado da primeira etapa
O investimento anunciado cobre as três fases de ensaio clínico. A fase I é a que acaba de ser autorizada, e o acompanhamento dos 48 voluntários se estende por 360 dias.
Nessa primeira etapa, segundo o Ministério da Saúde, o estudo mede a segurança do produto, as reações apresentadas pelos participantes e a capacidade de a vacina estimular resposta imunológica. Os voluntários precisam não ter tido infecção anterior pelo parasita e estar na faixa de 18 a 59 anos.

